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Prisão de suspeitos em Gravataí avança investigação sobre morte de corretora gaúcha em Santa Catarina

A prisão de um casal em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, pode ajudar a esclarecer o assassinato da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos. Os suspeitos foram abordados por policiais rodoviários federais na quinta-feira (12), após serem identificados durante investigações conduzidas em Santa Catarina.

Foto: Reprodução 

De acordo com as informações da Polícia Civil de Santa Catarina, Luciani estava desaparecida desde o início de março em Florianópolis, onde residia. O corpo da corretora foi localizado esquartejado em um córrego situado na zona rural de Major Gercino, no Vale do Itajaí. A confirmação da identidade ocorreu depois que familiares realizaram o reconhecimento em Balneário Camboriú.

A principal hipótese investigada é de latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte. A apuração indica que a vítima pode ter sido assassinada entre os dias 4 e 5 de março. O corpo teria permanecido no imóvel onde ela morava até a madrugada do dia 7, momento em que foi retirado do local.

Segundo o delegado Anselmo Cruz, responsável pela investigação, partes do corpo foram levadas até uma ponte na área rural de Major Gercino e lançadas em um rio. Os restos mortais teriam sido divididos em cinco pacotes, transportados pelos suspeitos com a participação de um adolescente.

As autoridades continuam realizando buscas para localizar as demais partes do corpo. A Polícia Civil informou que a dinâmica do crime e a participação dos investigados já foram identificadas, embora novas diligências ainda estejam em andamento.

Outra mulher, de 46 anos, também foi presa em Florianópolis suspeita de ligação com o caso. Ela foi localizada em uma pousada onde se apresentava como responsável pelo estabelecimento.

Durante a ação, policiais encontraram malas com objetos pessoais da vítima, além de compras feitas em nome da corretora e o veículo dela, um Hyundai HB20. As investigações chegaram até o local após o rastreamento de produtos adquiridos utilizando o CPF de Luciani depois do desaparecimento.

Durante as diligências, um adolescente de 14 anos foi abordado enquanto retirava uma encomenda. Ele informou que os itens seriam destinados ao irmão, o que levou os policiais até o grupo de suspeitos.

Inicialmente, a mulher foi detida por receptação. No entanto, durante a audiência de custódia, a Justiça identificou indícios de homicídio e determinou a prisão temporária pelo período de 30 dias. Ela negou participação no desaparecimento da corretora.

Luciani foi vista pela última vez no dia 4 de março na kitnet onde morava, localizada na Praia dos Ingleses, em Florianópolis. A família passou a suspeitar que algo estava errado após receber mensagens com erros de escrita que não eram comuns no perfil da vítima.

Natural de Alegrete, Luciani passou parte da vida em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

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